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ONDE EU ESTAVA ANTES DE EU NASCER

setembro 12, 2015

antes de eu nascer“Sementinhas, planetas de ovos no espaço sideral e girinos – onde eu estava antes de nascer?”

De onde eu vim? Para onde vamos quando morremos? Todos nós já fizemos esse tipo de pergunta ao menos uma vez na vida. Na infância, principalmente, esse universo do não descoberto ganha espaço no nosso imaginário e, a partir disso, criam-se diversas explicações, algumas bastante fantasiosas.

Seguindo esse tema intrigante, o livro ‘Antes de eu nascer’, escrito por Petrus Dahlin e ilustrado por Maria Nilsson Thore, traz as reflexões de duas pequenas irmãs, Pia e Mia, sobre estas questões.  A caminho da casa do vovô, numa noite de inverno e um céu cheio de estrelas, as meninas indagam de onde poderiam ter vindo. Teriam sido um bebê astronauta?  Um buraquinho do tamanho de uma poeira cósmica? Ou apenas uma sementinha?

A envolvente história leva as duas crianças a pensarem também no ciclo da vida. Olhando o vovô, já velhinho, outra dúvida surge em suas cabeças: “O que acontece, então, quando alguém morre?” Se os bebês são estrelas antes de nascer, será que o vovô se tornará uma estrela de novo?

Com sua experiência em literatura infantil, o autor consegue tratar de forma lúdica essas questões delicadas que permeiam os primeiros anos de vida das crianças, instigando-as com criatividade e encanto.

FICHA TÉCNICA

Editora Revan

Autor: Petrus Dahlin & Maria Nilsson Thore
Tradução: Chistiane Brito Engman
ISBN: 978-85-7106-524-6
Ano de Edição: 2014 | Edição: 1ª Edição
32 Páginas | Formato: 29 x 22 cm
Preço: R$ 42

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“Downtown”: o humor a favor da inclusão

julho 9, 2015

blo“O ruim de ter Síndrome de Down é que, no dia em que você nasce, seus pais ficam um pouco tristes…, o bacana é que, depois desse dia, não voltam a ficar tristes nunca mais”.  Essa fala é do menino Blo, a personagem principal da obra “Downtown”, uma história em quadrinhos espanhola, que será lançada pela primeira vez no Brasil no mês de março, pela Editora Revan.

O livro, traduzido do espanhol por Michelle Strzoda, conta a história de “Blo” e seus amigos, todos crianças com Síndrome de Down. Através de seu olhar, os amigos inseparáveis conseguem mostrar uma realidade sem preconceitos, destacando as diferentes personalidades e gostos de cada um, tudo de forma leve e engraçada, despertando, assim, muitas gargalhadas.

O humor da tirinha criada pelos espanhóis Rodrigo García Llorca e Noël Lang busca, no entanto, ir muito além das brincadeiras. Ele tem por fim promover, na sociedade, um olhar livre de preconceitos e estereótipos. Essa proposta permite assim, segundo os autores, que ocorra não só uma desdramatização da Síndrome de Down, como também a inclusão e a quebra de tabus e preconceitos em torno dessa deficiência.

“O humor é o caminho mais rápido para transmitir uma mensagem, além de nos conectar facilmente com as pessoas. Uma pessoa é bem vista quando ela nos diverte e nos faz rir, por isso cremos que integrar “Blo” e seu grupo através do humor é mais eficaz que faz que fazê-lo com um tom sério ou mais institucional”, diz Lang.

A história

A ideia de criar “Downtown” surgiu da própria experiência de vida de Lang. Por ter crescido em contato com seu tio Pablo, que tem Síndrome de Down, o autor conseguiu captar o humor do tio, que vivia contando piadas, o que acabou sugerindo o estilo cômico do livro. “Quem tem um familiar com Síndrome de Down tem piadas super divertidas. Nossa intenção é conta-las a partir do ponto de vista deles e sua maneira muito simples de ver as coisas”, explica.

Já o titulo do livro, “Downtown”, tem como origem o nome de um dos discos da cantora Petula Clark, objeto de afeto de “Blo” na história. Na tirinha, “Blo” tem apego especial pelo disco, levando-o para todos os lugares, o mesmo que fazia o tio de Lang. “Isso era algo que Pablo fazia. Ele não largava nunca de alguns objetos”, conta.

As personagens

A tira conta as aventuras de “Blo”, um garoto que gosta de ir à escola e que, aos domingos, com seus amigos, sonha em ser astronauta e jogador de futebol: “Bibi”, que é a namorada de Blo; seu melhor amigo “Miguelote”, um rapaz grande e gordinho, que tenta fugir sempre que a brincadeira envolve fazer exercícios físicos; “Ruth”, a menina popular da escola, que sonha em ser famosa, ter um carro cor de rosa e um namorado com uma moto; e Benjamín, o protegido por todos por sofrer de tricotilomania, o hábito de arrancar os cabelos sempre que se sente nervoso ou estressado.

FICHA TÉCNICA

Título: Downtown

Autor: Nöel Lang

Ilustrador: Rodrigo García

Tradutor: Michelle Strzoda

Páginas: 136 p.

Formato: 20 x 20 cm

Capa dura: sim

ISBN: 978 85 7106 531-4

Preço: R$ 54,00

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Cansaço

janeiro 14, 2015

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Álvaro de Campos, in “Poemas”
Heterónimo de Fernando Pessoa

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Soneto a Katherine Mansfield

janeiro 5, 2015

Vinicius de Moraes


O teu perfume, amada — em tuas cartas
Renasce, azul… — são tuas mãos sentidas!
Relembro-as brancas, leves, fenecidas
Pendendo ao longo de corolas fartas.

Relembro-as, vou… nas terras percorridas
Torno a aspirá-lo, aqui e ali desperto
Paro; e tão perto sinto-te, tão perto
Como se numa foram duas vidas.

Pranto, tão pouca dor! tanto quisera
Tanto rever-te, tanto!… e a primavera
Vem já tão próxima! …(Nunca te apartas

Primavera, dos sonhos e das preces!)
E no perfume preso em tuas cartas
À primavera surges e esvaneces.

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dezembro 1, 2014

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração para de funcionar
por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da
sua vida.

Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso
entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o
dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos
encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de
ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um
presente divino: o amor.

Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais
que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a
outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las
com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer
momento de sua vida.

Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela
estivesse ali do seu lado… se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos
emaranhados…

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que
está marcado para a noite… se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…

Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim,
tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela… se você preferir
morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma
dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou
encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem
atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer
verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as
loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

Carlos Drummond de Andrade

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Paixões Ardentes

novembro 10, 2014

Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos!
(Clarice Lispector)

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Calma, Nina

agosto 11, 2014

Não chora, menina
Que o tempo te mostra o que tens
Espera o ano que vem
Verás que és tão pequenina

Diante de toda a calma
Que a vida exige de nós
Pois estamos sempre a sós
Andando num corpo sem alma